Que ano mais comprido, arrastado, complicado!
Dois mil e doze, foram vários anos em um só. Cada mês não se pareceu com o anterior e eu não sabia, muito menos tinha suspeitas, do que viria no próximo.
Minhas férias eram curtas demais pra tudo que eu queria fazer, mas conheci amigos de amigos que viraram meus amigos, festas, filmes e músicas. Meu aniversário no carnaval, minha festa só em Março, foi bacana mas apesar de tudo alguns amigos não foram e outros não me deram bola, estavam lá só pelas boas festas que eu sempre soube dar. Finalmente ganhei a minha câmera, o meu xodó. Mas nem tudo eram flores. No colégio brigas com os melhores amigos de sempre, uma incerteza constante do futuro, mudança de planos, trabalhos em grupo com uma equipe diferente do usual, mais brigas, cobrança, notas vermelhas. Choro, chateação, incerteza, medo. Afastei de alguns amigos sem querer, me aproximei de pessoas que eu nem sabia existir. Estudar muito pro colégio, não ligar pro vestibular, não estudar pra escola de música.
Recuperei as notas vermelhas, mas tirei outras, minha preocupação com o futuro estava ali latente, ainda assim o vestibular estava distante. Distante, e o plano era cursinho em 2013, para amadurecer a ideia que se formava em minha cabeça.Estressei mais um pouco, fiz as pazes, liguei pra quem eu sentia saudades. Final de semana sempre estudando, quase sempre sem sair. Reprovei em música, bendito professor, pra não dizer outra coisa.
Férias de novo, mais curtas ainda do que as de janeiro, uma passada em Campos, uma saída com o pessoal de música e uma ideia na cabeça: jornalismo. É, enfim, parecia que eu estava acertando o caminho. Escola de música mudando de prédio; saindo da vergueiro pra Av.São João. Cada vez mais distante, cada vez mais certo que continuar em música ia dar trabalho e ser uma realidade pouco provável.
Volta as aulas, mais trabalheira, um pouco menos de briga (só um pouco), voltei a falar com alguns melhores amigos, sem deixar de lado aqueles que eu conheci nesse ano. Trabalhos extras, de estudo do meio, de projeto, de geografia, de história, de física e de biologia. Ah! O que seria de mim sem as comissões de formatura, de 16 pessoas passamos pra 4. Fogo. Mais trabalho adicionado ao que já era muito. Graças aos céus aula na escola de música foi adiada só pra começo de outubro. Aí quando começasse outubro, só aí eu tava lascada. MAIS MAIS MAIS MAIS tempo era necessário pra fazer tudo que eu precisava fazer.
De repente última semana de provas; e eu me lixando pra elas, querendo só me divertir na semana da fantasia. Acabou o colégio, pelo menos as aulas. Não que isso tenha terminado o que eu tinha pra fazer. Reunião da comissão, procurar vestido pra festa, ir na aula de música, estudar música, ver filmes pra Cásper, terminar os livros dos vestibulares. Do nada o meu "dane-se o vestibular" virou um frio na barriga; tornou-se vontade de ser em 2013 universitária. Já era claro que eu não passaria, afinal não me preparei ESPECIALMENTE para ele, mesmo assim me senti frustrada. Nada que piscina, sol, calor, amigos e uma decisão clara não resolvesse. Formada oficialmente e festas. Festa de formatura, de natal, de qualquer coisa pra poder ver os amigos e a família.
E então posso sim dizer que 2012 foi um ano e tanto!
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