domingo, 4 de agosto de 2013

Sobre a derrota do Santos

  Confesso, eu não assisti o jogo do Barcelona contra o Santos. Por motivos simples: primeiro, eu já esperava uma derrota feia, ainda mais com o time atual que está muitíssimo desestruturado, segundo sou vestibulanda, não me resta tempo para muitas coisas. Mesmo assim, não esperava os oito à zero, afinal, amistoso ou não, foram muitos gols.
  Já esperava a facilidade que o Barcelona encontrou, afinal, a diferença de qualidade de um time europeu para um nacional é muito grande. A derrota do Santos reflete, sem dúvidas, a necessidade de buscar outras táticas, outros treinos, outra maneira de jogar em TODOS os times do Brasil.
  Alguns, me falariam que grandes times brasileiros ganharam recentemente contra times estrangeiros. Mas destaco que nesse ano na Libertadores, todos os times paulistas foram desclassificados logo no começo do campeonato e o Atlético Mineiro foi campeão de uma forma muito bizarra, de forma alguma foi ganhou o torneio com facilidade. O Corinthians apesar de ter ganhado do Chelsea, no ano passado, teve uma vitória excepcional, o time europeu que ganhou a  Liga dos Campeões se encontrava muito diferente daquele que se apresentou para a final do Mundial de Clubes. 
  A seleção brasileira ganhou a Copa das Confederações e ainda por cima sobre a Espanha. Ótimo, perfeito. Mas pergunte-se  quantos dos convocados jogavam em times nacionais Agora, para o amistoso contra a Suíça, houve pouquíssimas mudanças, restam dos vinte convocados apenas cinco atuam em times brasileiros.
  Por fim digo que não seria fácil para qualquer time ganhar do Barcelona, mas também acredito que o Santos fez uma escolha errada em aceitar o amistoso. Em outras palavras, a goleada serviu para mostrar que os times brasileiros, como um todo, necessitam de mudanças e que o Santos precisa se reestruturar rapidamente e parar de apostar somente em jogadores da base, apesar da nação santista se orgulhar do nome "meninos da vila", a experiência é também muitissimamente necessária em um time de futebol. 

terça-feira, 5 de fevereiro de 2013

O que você vai ser quando crescer?

  Essa é, sem dúvida, uma das perguntas que você mais vai ouvir do momento que você aprendeu a falar até chegar a data fatídica do vestibular.
  Antes de nascer os pais já "criam" o futuro do filho e isso inclui a profissão. "Ela vai ser médica que nem a mãe", "ele vai seguir os negócios agropecuários do pai"... Quando a gente cresce um pouquinho, deixa de ser bebê para se tornar criança, a pergunta se torna divertida. Afinal, somos crianças e os pais acham bonitinho quase qualquer coisa que sair das boquinhas desses seres pequenos. Eu mesma já quis ser: médica, veterinária, dentista, dona de fábrica de brinquedos, bailarina, musicista, cabeleireira. É, eles deixam a gente sonhar e mudar as nossas escolhas quantas vezes for possível.
  Da quinta a oitava série, os pais passam a olhar mais de perto essa escolha e percebem as aptidões do pré adolescente, mas todos acreditam que a decisão final está longe. 
  O tempo passa bem mais rápido do que deveria e o colegial chega. Aí o bicho pega, principalmente no terceiro ano. Alguns não tem ideia do que fazer, alguns tem - mas são opções completamente distintas entre si, como ciências sociais e engenharia - e MUITO poucos são aqueles que tem aparentemente decidido o que querem fazer. É uma escolha definitivamente complicada pra pelo menos 80% dos adolescentes. ADOLESCENTES, com 16/17/18 anos, esse ser humano tem que decidir com o que vai trabalhar pelo resto da vida. Trabalhar implica diretamente em viver e portanto envolve dinheiro, personalidade, família... Alguns pais insistem na ideia que formularam pros filhos antes mesmo deles nascerem e fazem uma pressão danada pra que esse siga o trajeto pré estipulado. Alguns fazem isso, outros enfrentam. Há também os pais que apoiam em termos(esses se preocupam demasiadamente com a remuneração e reconhecimento) e outros que apoiam em condicional.
  O Terceiro colegial é um ano decididamente difícil, mas é um ano bom. São inúmeras as crises; deixar o colégio onde estudou por bastante tempo, deixar aquela rotina já então incorporada, deixar de ver os amigos todo santo dia, enfim, ter que lidar com muitas coisas desconhecidas. E não basta "só" escolher a carreira e enfrentar o desconhecido, tem que provar que é mais que bom o bastante; o vestibular tá aí escolher só os melhores. 
  Pra alguns vem a aprovação na faculdade desejada, e mesmo assim nem sempre existe uma certeza da carreira escolhida. Pra muitos o que se segue é mais um ano ou dois de cursinho, tempo que dá pra repensar a decisão de faculdade e de curso. 
 O pior, ou melhor, é que todo esse processo pode resultar em destinos completamente diferentes do imaginado. Os advogados podem se tornar atores, os engenheiros professores, os arquitetos geólogos. Como sempre a receita do sucesso não existe e não é possível prever o futuro, por tanto sigamos todos em frente com a esperança de que tudo, no final, dê certo.