Essa é, sem dúvida, uma das perguntas que você mais vai ouvir do momento que você aprendeu a falar até chegar a data fatídica do vestibular.
Antes de nascer os pais já "criam" o futuro do filho e isso inclui a profissão. "Ela vai ser médica que nem a mãe", "ele vai seguir os negócios agropecuários do pai"...
Quando a gente cresce um pouquinho, deixa de ser bebê para se tornar criança, a pergunta se torna divertida. Afinal, somos crianças e os pais acham bonitinho quase qualquer coisa que sair das boquinhas desses seres pequenos. Eu mesma já quis ser: médica, veterinária, dentista, dona de fábrica de brinquedos, bailarina, musicista, cabeleireira. É, eles deixam a gente sonhar e mudar as nossas escolhas quantas vezes for possível.
Da quinta a oitava série, os pais passam a olhar mais de perto essa escolha e percebem as aptidões do pré adolescente, mas todos acreditam que a decisão final está longe.
O tempo passa bem mais rápido do que deveria e o colegial chega. Aí o bicho pega, principalmente no terceiro ano. Alguns não tem ideia do que fazer, alguns tem - mas são opções completamente distintas entre si, como ciências sociais e engenharia - e MUITO poucos são aqueles que tem aparentemente decidido o que querem fazer. É uma escolha definitivamente complicada pra pelo menos 80% dos adolescentes. ADOLESCENTES, com 16/17/18 anos, esse ser humano tem que decidir com o que vai trabalhar pelo resto da vida. Trabalhar implica diretamente em viver e portanto envolve dinheiro, personalidade, família... Alguns pais insistem na ideia que formularam pros filhos antes mesmo deles nascerem e fazem uma pressão danada pra que esse siga o trajeto pré estipulado. Alguns fazem isso, outros enfrentam. Há também os pais que apoiam em termos(esses se preocupam demasiadamente com a remuneração e reconhecimento) e outros que apoiam em condicional.
O Terceiro colegial é um ano decididamente difícil, mas é um ano bom. São inúmeras as crises; deixar o colégio onde estudou por bastante tempo, deixar aquela rotina já então incorporada, deixar de ver os amigos todo santo dia, enfim, ter que lidar com muitas coisas desconhecidas. E não basta "só" escolher a carreira e enfrentar o desconhecido, tem que provar que é mais que bom o bastante; o vestibular tá aí escolher só os melhores.
Pra alguns vem a aprovação na faculdade desejada, e mesmo assim nem sempre existe uma certeza da carreira escolhida. Pra muitos o que se segue é mais um ano ou dois de cursinho, tempo que dá pra repensar a decisão de faculdade e de curso.
O pior, ou melhor, é que todo esse processo pode resultar em destinos completamente diferentes do imaginado. Os advogados podem se tornar atores, os engenheiros professores, os arquitetos geólogos. Como sempre a receita do sucesso não existe e não é possível prever o futuro, por tanto sigamos todos em frente com a esperança de que tudo, no final, dê certo.
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